Eu te amo

Minha digital direita é diferente da minha digital esquerda.

O lado direito do meu corpo é diferente do meu lado esquerdo.

Meu coração fica do lado esquerdo e, irriga com sangue igualmente o lado direito do meu corpo.

Temos a diferença e a diversidade impressa nos nossos corpos e almas.

Meu cabelo negro amanhã será branco.

O rio que corre em mim nunca é o mesmo.

Diferentes e diversos somos todos em nós mesmos.

Meu pai negro, filho de sua mãe negra, amou minha mãe branca, filha de seu pai branco, e desse amor, que não era negro, nem branco, era amor, nasci eu.

Se sou diverso em mim, como poderia não aceitar a diversidade no outro?

A mitologia cristã predominante no ocidente tem em um de seus principais princípios de nascimento, o respeito ao diverso: Ame o teu próximo como a ti mesmo.

Eu te amo, independente de vc me amar.

Eu te amo pelas suas diferenças, independente de compreende-las ou não.

Eu te amo, independente de vc compreender o meu amor.

Não tem problema algum, as vezes, na maioria delas, nem eu mesmo me entendo.

Eu te amo e te aceito imperfeito como vc é, porque imperfeito tb sou.

Eu amo a diversidade que vc é e como vc é, e inclusive por isso, vc dá sentido à minha existência impressa na diversidade.

Eu te amo porque não somos iguais.

Eu te amo porque ao existir como vc é, único, me imprime a singularidade que sou.

Eu te amo.

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